Luso Livros

Viriato

A epopeia de Viriato, o herói celtibero lusitano que unificou as várias tribos lusas em luta contra o domínio romano da península ibérica.

Hábil guerreiro e estratega, foi visto pelas várias tribos lusas como libertador e foi reconhecido como sendo digno de receber a Víria: o Colar dos Três Crescentes, que fez dele líder e rei dos povos da Lusónia (Lusitânia era o nome Romano). Foi o mais ferozes adversário que as legiões romanas enfrentaram na conquista da península Hispânica, derrotando-os em várias batalhas com os seus batalhões de lusitanos e  gallaeci (galegos) o que lhe valeu o título dados pelos inimigos de “regnator Hiberae magnanimus terrae”, o mais magnânimo dos reis da terra Ibérica.

"Andergus desejava forjar com as suas mãos uma espada que fosse companheira de Viriato nas batalhas contra o invasor romano. Mas o druida sabia que uma tal espada heróica – consagrada para as vitórias – já existia e que o seu poder tornava invencível quem a cingisse: a Espada Gaizus! Talismã de liberdade, achava-se oculta, enterrada em chão lusitano."

Apesar desta obra ser um romance histórico, é rica no que respeita à referência a tradições folclóricas lusas, ou não fosse o seu autor um dos grandes antropólogos e etnógrafos, responsável por uma ampla e monumental recolha e registo de lendas, quadras, ditos, usos e costumes. E nem o subtil pendor anti-religioso que caracteriza Teófilo Braga (era um fervoroso defensor do laicismo), o impede de dar destaque aos costumes religiosos centrados nas Deidades da Hispânia indo-europeia, sobretudo Neton, o Deus da Guerra.

A obra é igualmente rica num género de fantasia heróica baseada num profundo conhecimento da cultura antiga da Europa Ocidental, nomeadamente da celta, chegando neste aspeto a incluir na narrativa certos elementos e pormenores que só um verdadeiro estudioso, assaz familiarizado com a matéria literária céltica, se lembraria de referir. Preenchendo, na medida das suas possibilidades, as lacunas no que ao conhecimento dos Lusitanos diz respeito, Teófilo Braga atribui a estes ancestrais o conhecimento de ciências druídicas, um sacerdócio indígena afim do druídico e até a posse dos segredos dos oghams, espécie de letras mágicas célticas miticamente criadas por Ogma, Deus do Saber e da Batalha.

Um romance fantástico e épico sobre uma das mais míticas figuras da história da antiguidade portuguesa que surge no panteão dos guerreiros que se opuseram ao domínio de Roma sobre a Europa, tal como o gaulês Vercingetórix, a bretã Boudica, o germânico Arminius e o trácio Spartacus.

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